sofia em ouropreto no setor sunset de boulder

Minas Gerais, a gema do mundo

De ruas de pedra,

De caminhos de ferro vermelho,

De montanhas infinitas que se perdem entre linhas elásticas — chamadas de highlines — como se fossem estrelas cadentes, imortalizadas no céu.

Aquele céu conquistado por bicos alaranjados, que humildemente chamamos de tucanos — ou tucã, no tupi.

Você vai encontrar nessa gema do mundo homens e mulheres em contato direto com a Pachamama. Sempre com os olhos atentos, para ver — e admirar — até mesmo serpentes, que assustam, mas também encantam quem sabe observar.

Recitar de memória os versos de um poema.

Dançar juntinho um forrozinho que toca no fundo.

Pedir duas Heinekens porque a primeira passa despercebida nos copos de Lagoinha — e só a segunda é degustada de verdade.

Terças-feiras comuns com noites de pedra rachada, frescor no ar e lanternas na cabeça iluminando as rugas perfeitas da natureza.

Tardes de Passa Vinte, escalando em negativos intensos, encaixando os joelhos e se conectando com o fundo da terra nos campings que abrigam amantes da escalada esportiva.

Passa Vinte

Em Milho Verde, os cavalos selvagens correm soltos sobre um tapete de pedras e pasto verde. Um refúgio pra quem carrega a liberdade no peito.

Mergulhe sua alma em uma das milhares de cachus cavadas pela própria natureza, pra deixar que os minerais sagrados dessas terras se incorporem à sua pele.

E se monções tropicais chegarem pela sua cidade, vá em direção ao santuário.

Com aquela mistura de seriedade e riso, esculpido com a melhor das intenções, pra escalar e compartilhar num setor especial.

Eu, mineira por adoção, sinto uma paixão enorme por essa gema que cheira a pão de queijo em cada canto.

É fácil sentir o café coado, compartilhado em qualquer sacada de Ouro Preto, com vista pro Itacolomi — antigo refúgio quilombola.

Um lugar onde o passado ainda pulsa, entre pedras centenárias e histórias profundas — e que hoje ressurge como uma das cidades mais bonitas do Brasil, reconhecida como Patrimônio da Humanidade.

Cachoeira da Capivara — Serra do Cipó

E não posso deixar de citar a Serra do Cipó — e claro, o samba do quilombo do Açude.

Um ponto de encontro de meditação, de som profundo, de arte em movimento.

Desde minha primeira vez ali, fui transportada para mundos desconhecidos.

Hoje, basta fechar os olhos pra voltar a viajar por eles.

Um mundo ainda preservado por aqueles ciposenses que cuidam e fazem crescer esse templo.

Mas a meditação também está em cada BR que conecta MG ao Espírito Santo ou ao Rio de Janeiro — cobertas pela mata atlântica.

Você pode parar nas altitudes do Parque de Itatiaia. Levar um saco de dormir e uma boa barraca.

E assistir o nascer do sol antes de subir uma bela parede.

Queridos mineiros, vivendo no centro do mundo — sem dúvida, na gema do ovo — entre mangas ubá, cachoeiras geladas e montanhas sagradas.

Com pedras preciosas sob os pés, vocês são especiais, únicos, admiráveis.

São o povo mais receptivo do Brasil.

Cheio de festivais com um único propósito: juntar toda essa família energética.

Se você está lendo esse post: bem-vindo a essa grande comunidade em crescimento.

Esse projeto nasceu inspirado no coração de um mineiro, pra oferecer — e continuar embelezando — esse país do jeito que ele sabe melhor: criando calças de qualidade.

Com Patropi. Bonito por natureza. Como Minas é.

Voltar para a Patropi News
Cultura & Arte